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Soluções Neocert para Clima e Natureza: duas trilhas para fortalecer governança, reporte e valor

Bernard Machado, Analista de Certificação.

Por que estruturar agora?

Empresas que medem emissões com o GHG Protocol/ISO 14064-1 e mapeiam dependências e impactos sobre a natureza segundo o Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD) e o processo LEAP (Locate–Evaluate–Assess–Prepare) criam bases sólidas para reduzir riscos, destravar capital e competir em cadeias globais.
O GHG Protocol é o padrão mais utilizado mundialmente para inventários (escopos 1, 2 e 3), enquanto o TNFD fornece recomendações e o processo LEAP para integrar a natureza à gestão e ao reporte corporativo.

Trilha A — Jornada de Descarbonização (Inventariar → Reduzir → Neutralizar)

Objetivo: conduzir sua organização do inventário à neutralização responsável das emissões residuais, com base em um plano técnico-econômico de redução.

  1. Inventário GEE (plataforma Neocert easyGHG): Inventário completo dos Escopos 1, 2 e 3 conforme GHG Protocol e ISO 14064-1, com trilha de auditoria pronta para reporte.
  2. Engajamento interno: Oficinas e trilhas de capacitação para consolidar governança climática e viabilizar metas.
  3. Plano de redução (MACC + SBTi): Curva MACC para priorizar medidas pelo custo marginal de abatimento e potencial de redução; desenho de metas baseadas na ciência (SBTi).
  4. Neutralização responsável: Diretrizes para compensação de emissões residuais com créditos verificados e rastreáveis.

Entrega típica: inventário alinhado a GHG/ISO, pipeline de projetos priorizados (MACC), plano de metas e base para reporte a stakeholders.

Trilha B — Certificação LIFE de Negócios & Biodiversidade (auditoria independente)

O que é: a Metodologia LIFE integra biodiversidade à estratégia de negócios, quantificando pressões, impactos, riscos, dependências e oportunidades, exigindo desempenho mínimo em conservação proporcional ao impacto da empresa.
A Neocert, neste caso, atua como organismo de certificação independente, auditando e validando a conformidade da empresa com os requisitos LIFE.

Como funciona (visão objetiva):

  • Gestão e governança orientadas à natureza (princípios, critérios e indicadores).
  • Cálculo de impacto (ex.: energia, água, área, resíduos, GEE).
  • Avaliação de ações de conservação alinhadas a prioridades nacionais e internacionais.
  • Desempenho mínimo para compensar impacto residual e obter a certificação.

Aderência ao TNFD (LEAP): a metodologia LIFE apresenta alta convergência com o LEAP e as recomendações de divulgação do TNFD, facilitando reportes exigidos por investidores e reguladores.

Créditos de biodiversidade: a metodologia LIFE viabiliza tecnicamente a geração de créditos de biodiversidade com foco em integridade e resultados locais, alinhada a referências recentes do mercado.

Como escolher a melhor solução

O cliente deve optar pela trilha que melhor se adequa ao seu estágio de maturidade e às suas prioridades — e a Neocert pode apoiar nesse diagnóstico inicial.

  • Foco em clima: quando o desafio principal está nas emissões e eficiência (energia, logística, escopo 3, metas e reporte), a Trilha A tende a capturar ganhos rápidos e ROI mensurável via MACC.
  • Foco em natureza: quando a prioridade é Reporte sobre biodiversidade, riscos de natureza na cadeia, conservação e geração de valor local (incluindo créditos de biodiversidade), a Trilha B é o caminho adequado, oferecendo uma avaliação independente e certificação reconhecida.

Ambas as trilhas se alinham a frameworks globais (GHG/ISO, TNFD/LEAP) e fortalecem a governança e a transparência, pilares essenciais para qualquer organização que busque credibilidade em seus reportes climáticos e de biodiversidade.

Próximos passos com a Neocert

  1. Diagnóstico inicial: identificação da trilha prioritária conforme materialidade (clima ou natureza) e metas corporativas.
  2. Roteiro e implementação:
    • Trilha A: inventário GEE → MACC → metas → neutralização (quando cabível).
    • Trilha B: preparação → auditoria LIFE → certificação e, quando aplicável, créditos de biodiversidade.
  3. Reporte e melhoria contínua: alinhamento a TNFD/LEAP e melhores práticas de independência e auditoria.